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 | PÁGINA PESSOAL DE PEDRO LARANJEIRA | POESIA MALDITA |
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Desde que Portugal é Portugal, que trovadores, cronistas e poetas escrevem na nossa língua aquilo que dizem também... como o dizem também!
Existe, no entanto, entre nós, uma "elite" sabedora e culta que divide a pátria-língua em duas: uma "decente", outra que não deve usar-se em público... Para minha genuina surpresa, devo dizer que vi a palavra "foder" num dicionário corrente, pela primeira vez, na edição 2003 da Porto Editora... Somos uns fingidos... fingimos, até, poder ignorar que uma língua é um organismo vivo em constante mutação, que representa, quer gráfica quer foneticamente, a forma como as pessoas comunicam e deve ser, para corporização da sua própria autenticidade, igual ao que o povo fala. Portanto, aqui ficam alguns exemplos da escondida verdade lusitana em verso, passada ao papel ao longo dos últimos oito séculos...
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AGRADECEMOS, João Habitualmente
ANTOLOGIA, Fernando Pessoa 
APOCALIPSE, João Habitualmente
BALOFAS CARNES..., António Botto 
CÂNTICO, José Régio
CÂNTICO VIVO, Pedro Laranjeira
CANTIGA DE MALDIZER Afonso Eanes de Coton
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COSMOCÓPULA Natália Correia
DA PILOSIDADE Jorge Castro
EROS, Alberto de Lacerda 
ESPECIARIAS, João Habitualmente
GOSTOS, Pedro Laranjeira
HOJE MASTURBEI-ME, Pedro Laranjeira 
JOGUETE DIREITO 1, Martim Soares 
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JOGUETE DIREITO 2, Martim Soares
MAGRO, OLHOS AZUIS..., Bocage
MISSIVA, Pedro Laranjeira
NUNCA TE FORAM AO CU... António Botto
O OBJECTO, Ary dos Santos
POETA ALEIXO (apócrifo)
WORLD'S NEWS, Ary dos Santos
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